
Corridas extremas podem aumentar risco de câncer colorretal?
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Corridas extremas podem aumentar risco de câncer colorretal?


(Imagem: Wikimedia Commos)
🏃 Jovens, magros e extremamente ativos. Esse era o perfil dos três pacientes que surpreenderam o oncologista Timothy Cannon ao chegarem ao consultório com câncer de cólon avançado.
Nenhum deles apresentava fatores de risco conhecidos. Todos eram, em tese, o retrato da saúde. Mas, como a observação de dois pacientes é estatisticamente irrelevante, Dr. Cannon pensou: “Por que não fazer uma pesquisa sobre isso?”
Para investigar a hipótese, o médico liderou um estudo com 100 maratonistas e ultramaratonistas entre 35 e 50 anos, todos submetidos a colonoscopias preventivas. Eis alguns resultados:
- 49% apresentavam pólipos colorretais;
- 15% tinham adenomas avançados — lesões com potencial pré-cancerígeno;
- Para efeito de comparação, a taxa esperada de adenomas avançados nessa faixa etária varia entre 4,5% e 6%.

De modo geral, a prática regular de atividade física é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias na prevenção do câncer colorretal.
- No entanto, quando entramos no universo dos atletas de altíssimo rendimento, submetidos a treinos extenuantes, essa lógica pode ser invertida.
Afinal, quem se interessa por saúde já deve ter ouvido o ditado: “a diferença entre o remédio e o veneno está na dose”.
Uma possível explicação 🩺
Atletas que praticam exercícios de resistência extrema podem apresentar episódios repetidos de colite isquêmica, condição em que o fluxo sanguíneo é temporariamente reduzido no intestino grosso.
Esse desvio ocorre porque o corpo prioriza o envio de oxigênio aos músculos em atividade intensa.
🩺 Como consequência, o cólon sofre lesões celulares e inflamações localizadas.
Com a repetição crônica desses episódios, surgem ciclos de dano e regeneração celular, o que favorece mutações no DNA das células intestinais.
- Essas mutações, ao longo do tempo, aumentam o risco de formação de pólipos e, potencialmente, de câncer colorretal.
Ainda assim, vale a ressalva: o estudo realizado foi observacional — ou seja, não é possível afirmar com certeza que exista uma relação causal direta entre os dois fatores.
Aos que quiserem se aprofundar no assunto, aqui está a pesquisa científica completa publicada pela Sociedade Americana de Oncologia.

Redação

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